Resenha: Fatal Frame 1, 2 e 3

Vou aproveitar minha estadia aqui pra fazer um review desse jogo mais velho do que eu pra vocês. haha É velho, mas é sempre bom porque tem...


Vou aproveitar minha estadia aqui pra fazer um review desse jogo mais velho do que eu pra vocês. haha É velho, mas é sempre bom porque tem muita gente que ainda não tinha jogado, tipo eu, que sempre tinha vontade, mas preguiça.

O primeiro jogo da franquia conta a história de Miku, que está atrás de seu irmão, Mafuyu, que parece ter sumido dentro de uma mansão onde aconteciam coisas estranhas, então ela descobre várias lendas em torno da casa e o que ocorreu ali, e também é claro, a incrível câmera Obscura que pode tirar fotos de fantasmas e atacá-los.

Eu joguei pelo PlayStation 3, então eu sei que a qualidade dessa época é bem diferente daquela, não vou nem falar sobre qualidade de imagem, apesar dos dedos dos personagens parecerem uma massa branca. A história eu achei legal, achei que te prende até, é uma boa escolha de jogo de terror, pra mim se aproxima bastante da franquia Silent Hill em questão de sustos e atmosfera pesada, foi um jogo que eu gostei bastante de jogar. O problema dele pra mim são os controles, muitas vezes confusos, eu só fui descobrir que dava pra "upar" a câmera quando eu já havia acabado de jogar, então falta alguns tutoriais, eu tive que ir aprendendo a jogar "na marra".

O jogo também possui funções de álbum, que pra mim é a coisa mais inútil do planeta, só serve se você tirou alguma foto e quer guardar ela pra recordação, como eu não me importo com isso, achei que não interessou muito a ferramenta. Os saves são bem espaçados, em lugares específicos e não existem check points, que te deixa com uma raiva desgraçada se você acaba morrendo no meio da fase.

O segundo jogo da série, Crimson Butterfly e que promete ser o mais assustador, e cumpre, conta a história das gêmeas Mayu e Mio, que se encontram presas em uma antiga vila onde ocorriam sacrifícios de gêmeos para torná-los em um só, segundo a lenda, quando gêmeos nasciam, precisavam unir suas almas.

Esse jogo me deixou com o cabelo em pé várias vezes, e eu digo isso porque nem Silent Hill fez isso comigo, e olha que eu joguei todos os jogos da franquia e sou a viciada. Eu comprei como quem não queria nada, achando que seria algo super valorizado e por fim me surpreendi, foi um dos melhores jogos de terror que eu já joguei na minha vida! Além da história te prender, os fantasmas e bonecas espalhados pela casa te dão um arrepio enorme na espinha, os gráficos melhoraram em comparação com o primeiro e ficou muito mais fácil mexer no menu. O único problema pra mim, continuou sendo o maldito save e a falta dos check points, de resto, correspondeu a todas as minhas expectativas e mais!

O terceiro e último jogo da franquia que eu joguei, foi o The tormented, que conta a história de Rei, que perdeu seu marido Yuu e começa a ter alguns pesadelos com uma mansão onde ocorre uma lenda de uma garota tatuada chamada Reika. A história é bem complexa, outras pessoas também tiveram o mesmo sonho e todas são encaminhadas para a mesma mansão, todas assombradas por uma tatuagem misteriosa que Rei descobre o significado no decorrer do jogo.

Pra mim, esse foi de longe o pior jogo da série. Se o dois me surpreendeu, o três me decepcionou muito. Além deles terem trocado os controles, o que deixou tudo extremamente confuso, tem um estilo de jogo que não te prende muito a história e acaba sendo meio cansativo. A única coisa que eu senti que melhorou nesse jogo, foram os gráficos. A tentativa deles de juntas os três jogos, colocando personagens do primeiro e do segundo foi super legal, assim como a reprodução dos cenários dentro do jogo, isso sim me deixou bem animada, porém no restante, não me pareceu um jogo que eu jogaria de novo. As interrupções do jogo quando ela acorda, acabaram destruindo minha concentração e vontade várias vezes, me fazendo dar longas pausas de até dias no jogo por preguiça de voltar a jogar e ter que lembrar o que eu estava fazendo no sonho anterior, sem contar que quando eu voltava, esquecia de várias coisas que já haviam acontecido. Não sei se sou eu que tenho esse problema de atenção, mas não gostei mesmo. A ideia de jogar com mais de um personagem me pareceu extremamente atrativa, certo? Errado. Gostei de jogar de novo com a Miku, mas só me lembrou o quanto ela é terrível pra subir escadas e caminhar, e o Kei me pareceu mais atrapalhar do que ajudar. Sem contar, que cada um tinha uma câmera, e era um inferno upar três câmeras diferentes todo o tempo.

De todo modo, valeu o preço que eu paguei por eles, não foi muito, mas foram jogos bem legais, alguns mais irritantes do que outros, mas legais. Se você não souber inglês, esqueça, você não vai entender a história e o jogo vai se tornar uma porcaria, esse jogo não tem muitos diálogos e fluidez, você tem que ler mesmo, páginas e páginas pra entender os rituais e a história. Podem ser meio cansativos, porque tem sempre os mesmos cenários, eles não vão alternando entre um lugar e outro, exceto pelo dois que te dá um mapa legal pra andar sem ficar preso a um lugar só, apesar da maior parte do jogo se passar dentro de uma das casas e em certa parte, encher o saco. São jogos que tem mais de um final, eu pelo jeito, só vi os ruins, haha, mesmo assim, vou jogar novamente para saber o final bom. Pena que o 4 e o 5 só tenham para uma plataforma que não está disponível pra mim, hum... Vou ficar só nos gameplays do youtube mesmo.


Nível de terror: 
Indicaria: 
*Escala de 1 a 5

Você também pode gostar

0 comentários

Flickr Images